6/25/2009

Alguém me escuta?

por Fábio Rodrigo |



Não sei se ainda tenho o que falar.. E o pior, ainda não sei se tenho quem me ouça...
A internet as vezes se torna obscura. É como se falassemos dentro de uma caixa sem portas nem janelas. Mas a vida é assim as vezes, nos prendemos em gaiolas invisíveis, intransponíveis e tornamos nossas vidas inviáveis.

Fiquei um bom tempo afastado das minhas escritas cibernéticas e da minah vida digital... Resolvi cuidar um pouco da minha vida real. Não, eu não irei casar ainda... [risos]... Apenas me contento em cuidar do meu lado profissional. Ainda não está da forma a me trazer grandes alegrias e muita tranquilidade, mas podemos dizer que estou feliz.

Sim, eu estou feliz, e isso me faz querer fazer muitas coisas. Ter uma vida ativa, ter uma vida social, ter uma vida digitial.... Estar em contato com o mundo de diversas formas, fazer o mundo me escutar... Sei que o que falo, muita coisa parece não fazer sentido ou não importa a quem leia...

Gostaria de ter um estilo, de seguir um padrão, mas que graça teria se tudo se baseasse em padrões? Que graça teria se o mundo fosse abóbora ou sépia, melhor que não seja nem azul petróleo, nem coberto de ladrilhos. Espero que a minha vida e meu texto não sejam como uma calçada de pedrinhas portuguesas, e sim uma longa e sinuosa estrada de chão, pronta pra registrar pegadas difrentes do mesmo pé...

Aceito sugestões, aceito críticas e elogios... Acima de tudo, espero que alguém me escute...

4/07/2009

Joice e Eu

por Fábio Rodrigo |




Era uma quarta-feira e o relógio apontava 18 horas. Saí do meu trabalho, rumo ao Banco do Brasil na rua Felipe Schmidt. Fui ao caixa eletrônico, paguei a conta de luz e o condomínio, fiz mais 2 depósitos e saquei uma grana. Quando me dirigia ao estacionamento, ouço me chamarem:
- Ei, Gatinho!!

Aquela voz entrou pelos meus ouvidos com toda a suavidade dos lábios de seda que a pronunciaram. Era Joice, uma loira escultural de 1,70, seios fartos, cabelos longos amarrados em um rabo de cavalo. O corpo dispensava comentários, esculpido pela profissão de personal trainer. Eu a conheci durante a época de faculdade, onde tivemos vários momentos, vários rolos, tudo era muito intenso.

Permiti-me sentar ao lado daquela escultura de carne e osso e começamos a conversar, ela me contou que acabara de terminar um relacionamento conturbadíssimo, e estava subindo pelas paredes. Necessitava o corpo de um homem dentro dela. Confesso que toda aquela conversa me excitou. Convidei-a para ir a algum lugar mais tranquilo, para tomarmos um chopp, prontamente ela aceitou.

Peguei o carro e me dirigi ao Lilo’s, na avenida Beira-mar. O sol se punha com maestria, fazendo aquele um momento quase perfeito. Relembrava-mos os tempos de faculdade:
- Bons tempos aqueles, éramos únicos.
- Sim querido, era muita paixão...
- Pena que tudo acaba...
- É verdade, mas a paixão nos acompanha...

Meus hormônios saltitavam naquele momento, meu corpo já estava todo arrepiado. Não conseguia acreditar que aquela loira que me fez trair muitas de minhas namoradas, seria a primeira com a qual me envolveria depois de 2 anos de casado, sendo o homem mais fiel do mundo.

Meus pensamentos voavam pela minha cabeça, fazia meu corpo tremer de desejo. Até que ela me perguntou se estava tudo bem.
- Claro. Respondi.
- Parece que você estava tão longe daqui.
- Estava viajando pelo seu corpo, pensando em tudo que fazíamos.
- Isso te excita?
- Um pouco.
- Vejo que você não mudou nada. Falou ela passando a língua entre os lábios. Nunca dá o braço a torcer.

Confesso que nesse momento me senti acuado, como se estivesse próximo a ser a presa da noite. Joice começou a me olhar de uma maneira provocante, inclinou-se e sussurrou no meu ouvido:
- Venha comigo, vamos relembrar os bons momentos.
Contorci-me por inteiro, minhas pernas bambearam, mas eu disse sim. Descemos até o estacionamento e entramos no carro dela rumo ao motel mais próximo, aquele mesmo de tantas vezes.

Chegando no motel, abrimos uma garrafa de champagne, sentei à cama e observava Joice, que começava a passar as mãos por suas coxas duramente torneadas. Ela levou as mãos da coxa para a nuca, soltou os cabelos e veio para me beijar. Minha boca estava ocupada com a taça. Ela me beijou a nuca. Neste exato momento a taça escorregou de minhas mãos e uma lágrima rolou do meu olho.
- O que está acontecendo com você? Ela perguntou.
- Nada. Deve ter sido o tesão.
- Hmmmmm.

Ao falar isso um aperto no peito, comecei a chorar como se fosse uma criança. Joice me aninhou no seu colo e fez carinho.

- Fala o que você está sentindo.
- Minha esposa, meu amor. Não vou conseguir fazer nada. Confesso que estou adorando tudo isso, que você é maravilhosa. Estou muito excitado, mas não consigo.
- Onde está aquele homem que traía sempre? Aquele homem que me deixava louca?
- Acredito que ele está amando de verdade.
- Que bonitinho. Falou Joice disfarçando a chateação.

Paguei a conta e nos dirigimos ao estacionamento, onde meu carro se encontrava. Dentro do carro, liguei à minha esposa dizendo o quanto a amava. Segui a viagem, pensativo. Ao chegar em casa a beijei no rosto, abracei-a e ao beijá-la na boca uma lágrima de alegria rolou.

E o pensamento que me matou dentro do carro agora me trazia alivio e me fazia muito alegre porque Cheguei a conclusão que EU NÃO CONSIGO MAIS TRAIR!!

4/05/2009

...

por Fábio Rodrigo |


Tudo que eu quero nesse outono é sentar frente à lareira, jogar uma partida de xadrez e tomar um bom vinho. Assim como eu quero isso cada um tem suas preferências para uma nova estação, um novo emprego, um novo passo na vida. Todos nós fazemos da nossa vida um aglomerado de estações, onde cada uma tem um tempo definido, um humor definido, um diferente estado de ser.

Quem aqui ousar que somos o mesmo a todo tempo está mentindo. Todos nós temos uma máscara para o inverno e outra para o verão, uma para o outono e outra para a primavera. Vão-se todas as folhas, todas as camadas e fica o que realmente somos. O que realmente queremos.

Quantas vezes fingimos ser o que não somos, de querer o que não queremos. Podemos enganar a todos, menos a nós mesmos. A única coisa que não conseguiremos tapear é ao tempo. A cada estação que passa uma nova máscara, um novo jogo; mas ao passar por tantas coberturas, ao colocar mais camadas chegamos mais próximos do que realmente somos.

Ao se perder dentro de nós mesmos, buscamos sempre encontrar a realização. E, quando não nos encontramos, buscamos aqueles que nos fazem (fizeram) feliz, aqueles que amamos aqueles que nos fazer sentir (nem que por um curto instante de tempo) juntos de nós mesmos. Na verdade, é quando a adversidade aparece que mostramos quem realmente somos o que realmente queremos, quem nos completa, tudo aquilo que nos faz ser nós mesmos.

Em uma metáfora digna de nosso presidente, é como se fossemos uma grande cebola cercada de várias camadas, e quando a gente se encontra com nossos sentimentos mais pueris é que deixamos a casca cair e mostramos o como somos frágeis e como não somos tão grandes como aparentamos ser. Mas para nos mostrar assim fazemos sempre algumas pessoas chorar, não importando se somos nós mesmos ou as pessoas que amamos.

Então nos resta deduzir, ou até mesmo concluir que ninguém é o que mostra na primeira vez que a conhecemos e chegar até o âmago de cada pessoa requer muito tempo e auto-conhecimento.

Aproveito para dar um tempo a mim mesmo para que eu possa me conhecer melhor. Para que eu possa mostrar aos outros quem eu realmente sou, dou-me o direito de calar, para que assim ao me conhecer não precise ferir negar.

4/02/2009

Sou muito velho pra isso

por Fábio Rodrigo |




Assistindo ao último episódio de How I Met Your Mother (uma série exibida no canal americano CBS), chamdo "Murthaug", fazendo alusão ao filme Máquina Mortífera, onde um policial com o mesmo nome sempre dizia: "Estou velho demais pra isso".

Comecei a refletir sobre as coisas que penso pensamos estar velhos demais para fazer. Todos nós guardamos algumas coisas na nossa caixinha secreta de infância, de puberdade, de juventude e até por que não de um passado mais recente. Ontem eu consegui fazer, hoje estou velho demais pra isso... Gostaria de ouvir de cada pessoa nesse mundo o que elas se julgam velhas demais para fazer.

Eu diria que estou velho demais pra cantar ilariê em público, mas deixa chegar a próxima festa anos 80. Bem como eu diria que estou velho demais pra freqüentar as festas universitárias, mas o que dizer das festas que são porém não levam esse nome? Poderia listar várias coisas que a gente acha que está velho demais para fazer mas continua a fazer...

Quantas vezes vemos as pessoas se queixarem de sua idade, de sua condição, mas são elas mesmas que se colocam naquela situação. Essas mesmas pessoas se deixam envelhecer, se colocam distantes das coisas que algum dia foram importantes. Deixam de lado as loucuras, as alegrias e as coisas que algum dia foram importantes. Abandonam em algum lugar as crianças que foram, que carregam dentro de si, e assim vão perdendo as peças que a fizeram ser como são.

A partir de hoje, espero que os poucos que aqui acompanhem não digam que estão velhos para fazer alguma coisa, só por medo. Medo de sentirem ridículos, medo de ser feliz, medo de relembrar as coisas boas da vida. Deveremos buscar a essência do que somos, do que fomos, do que seremos.

Cronologicamente não deveremos existir. Por que nao sermos apenas? Deixar de pensar em idade, em como e quando as coisas aconteceram, acontecem ou irão acontecer. Curtir o momento. Lembrar que o que nos faz não é nossa idade de nascimento e sim a idade que trazemos dentro de nós, como se não houvesse prazo de validade para fazer o que queremos.




Então fica a sugestão para quem não conhece a série conhecer através do episódio "Pilot", que é o primeiro da primeira temporada...

4/01/2009

Comunicado importante...

por Fábio Rodrigo |





Pessoal, continuarei visitando o blog de todos que aqui passam, mas hoje comunico a última postagem séria deste blog....
A partir de hoje este blog será dedicado a passar informações sobre pokemóns, duendes, extra-terrestres e todos os seres místicos que por noss mundo habitam...
O porquê disso tudo é muito simples: esta última noite eu tive um sonho onde um unicórnio rosa me falava sobre bichinhos fofinhos que habitavam na floresta e que eu deveria procurá-los, para que assim eu possa salvá-los dos humanos que neles não acreditam. Ao acordar minha cama era cercada por um Bulbassaur, um Squirtle, um flareon e um Jumpluff rosa. Eles cantavam para mim.
De susto desmaiei, vindo a acordar depois de cerca de duas horas...
Mas eu não estava no meu quarto, estava numa cena dos Goonies, onde o Gordo e o Sloth me deram muitos chocolates... Lembrei, então, que jamais vivera uma aventura a fim de promover o bem estar entre as espécies.
Por isso, amigos, hoje eu levanto essa bandeira de defesa das criaturas místicas, e se esse é meu atual eu, não devo mudar o nome nem o endereço do blog. Espero que entendam essa minha decisão.
Meus planos a partir de agora é seguir o mestre Ventania, viver assim uma vida de "micróbio", um ser que não liga pra luxo, que não tem casa, que não é apegado às coisas materiais, que vive na estrada a pegar carona e tocar violão...
Fiquem com a obra do mestre:

Ventania - Cogumelo Azul

Saí de caminhada
Pelas estradas,
Caminhando a pé
Pedindo carona
Violão na costa
Eu vim pra São Tomé

Loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Cogumelos azuis
Loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Cogumelos de Zebu

Zebu morreu, ele se fudeu, cogumelo é meu
Zebu morreu, ele se fudeu, cogumelo é nosso

Sou maluco banguelo,
de cabelo amarelo,
Gosto de cogumelos
Sou maluco magrelo,
de cabelo amarelo,
Gosto de cogumelos

Mas eu não sou daqui
Sou de outro planeta
Gosto de cogumelos
Eu não sou daqui
Sou de outro planeta
Gosto de cogumelos

Mas loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Cogumelos azuis
loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Cogumelos de Zebu

Minha vida é estrada
Eu não ligo pra nada
Só quero cantar
Flutuar no universo
Ver o mundo de perto
Ver a terra girar

E pela Rio-Bahia eu caminhei de norte a sul
Mas pela Rio-Bahia caminhando encontrei cogumelo de Zebu

Loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Cogumelos azuis
Loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Cogumelos de Zebu

Minha vida é estrada
Eu não ligo pra nada
Só quero cantar
Flutuar no universo
Ver o mundo de perto
Ver a terra girar

Mas loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Cogumelos azuis
Loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo



Cogumelo Azul - Ventania
Cogumelos de Zebu

3/30/2009

Deus é Brasileiro???

por Fábio Rodrigo |





Ao ver os noticiários, ao acompanhar a mídia impressa, ao notar o que acontece ao meu redor, penso que a natureza, bem como a humanidade, está virada de cabeça pra baixo. Quando vejo o que acontece na política, o tanto de catástrofes naturais e o aumento da violência me pergunto: O que está acontecendo?
Se Deus é brasileiro como Ele pode deixar tudo isso acontecer? Acredito que esse ano Ele deve ter pego suas malas e se mudado. Mas para onde? Será que Deus agora é argentino? Ou até mesmo paraguaio...
O mundo respira crise. Todo mundo, menos o nosso presidente, perde o sono, o dinheiro ou ambos. Quando todos acreditávamos que não seríamos afetados, o PIB começa a recuar e o poder de compra diminui. No interior de Santa Catarina descobrem que bancários estavam levando dinheiro da poupança de seus clientes em um banco federal.
Por falar em Santa Catarina, não podemos esquecer das enchentes que devastaram o estado, os demoronamentos, os furacões. Assim como em Santa Catarina foi em Minas. Agora a região norte se assusta com as cheias da bacia do Rio Solimões.
A política nem precisa comentar... Os escândalos cada dia são maiores, é Cpi disso, CPI daquilo, SAthia Graha, Influenza, Collor, Sarney, Dirceu e uma corja que não aparece nos noticiários.
Pior que isso é a gente ter que se acostumar com o aumento crescente da violência que bate a nossa porta. Temos que dar espaço para marginais, ceder suas vontades, abrir o caminho para proteger a nossa vida. Antigamente um assassinato era matéria de jornal nacional, hoje não passa de estatística, de número... X mortos, y acidentes, x feridos, n prisões...
Quando o mundo vai voltar ao normal? Quando que Deus vai fazer as malas e voltar a ser brasileiro? Se Ele for argentino essas horas deve estar rindo de mim.

3/26/2009

Piquenique das tartarugas.

por =) |



"Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram Sete anos preparando-se para o passeio.
Passados Seis meses, após acharem o lugar ideal, ao desembalarem a cesta de piquenique descobriram que estavam sem sal.
Então, designaram a tartaruga mais nova para voltar em casa e pegar o sal, por ser a mais rápida.
A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse.
Três anos se passaram... Seis anos... E a pequenina não tinha retornado.
Ao sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha já não suportando mais a fome, decidiu desembalar um sanduíche.
Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:
'Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal. ' "



Essa fábula das tartarugas mostra realmente o que muitas pessoas fazem em sua vida. Em vez de seguir em frente para melhorar sua vida ficam desperdiçando seu tempo com a vida dos outros. Temos que começar a mudar o que queremos e não esperar pelo o amanhã, porque como dizem, o amanhã pode não chegar. Eu sou responsável pelo que aconteçe comigo. Eu tenho o poder de modificar meu futuro, e tenho também o poder de dizer se o que estou fazendo está certo ou errado. Tenho duas opções: Ser feliz e fazer os outros felizes, ou ser triste e afastar as pessoas que gosto do meu lado. A escolha é só minha, depende somente de mim!

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